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A Bahia registrou 15 barragens classificadas como críticas em 2025, de acordo com o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado neste mês pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O estado tem 821 estruturas cadastradas no sistema nacional de barragens.

São consideradas críticas as barragens que demandam ações prioritárias de gestão de segurança, seja por apresentarem alto risco associado, por terem problemas estruturais identificados em vistorias ou por já se encontrarem em nível de emergência.

Sete estruturas já foram notificadas

Das quinze barragens apontadas como críticas e prioritárias no território baiano, sete foram notificadas e inseridas no Plano Anual de Fiscalização de Segurança de Barragens (PAFSB), referente ao ano passado ou a este ano. A medida obriga os responsáveis a apresentar planos de ação e comprovar a adoção de medidas corretivas.

No panorama nacional, o relatório identificou 213 estruturas em situação crítica entre as mais de 14 mil barragens cadastradas no país. São reservatórios cujo eventual rompimento teria potencial de atingir pessoas, moradias ou equipamentos relevantes, como estradas e pontes.

O documento também acende um alerta institucional. Pela primeira vez desde o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em 2019, houve queda no número de profissionais dedicados à fiscalização de barragens no Brasil, o que tende a reduzir a capacidade de vistoria e de resposta dos órgãos responsáveis.

A fiscalização das estruturas é dividida entre diferentes entes, conforme o uso do reservatório: barragens de rejeitos de mineração, de acumulação de água para abastecimento, de geração de energia e de contenção de resíduos industriais têm órgãos reguladores distintos, o que exige articulação entre União, estados e municípios.

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