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As empresas ligadas ao grupo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), somaram cerca de R$ 321 milhões em contratos com a Prefeitura de Salvador ao longo da última década. Os números vieram à tona nesta quarta-feira (15), um dia após a operação que resultou no afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, e do vereador George Pereira, o Gordinho da Favela (PP).

A investigação aponta uma suposta organização criminosa que teria atuado por aproximadamente dez anos dentro da administração municipal, principalmente em contratos da Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal). Entre os crimes apurados estão fraude a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Prejuízo estimado em R$ 38 milhões

A decisão judicial que autorizou a operação determinou o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 38,3 milhões, valor estimado do prejuízo aos cofres públicos. O empresário Lázaro de Carvalho Nunes é apontado pelas apurações como líder do núcleo empresarial do esquema.

Em sua primeira manifestação após a operação, Luciano Sandes afirmou ter recebido “com surpresa” a medida que o incluiu entre os alvos. O ex-secretário disse manter “serenidade e a confiança de que, ao final das apurações, todos os fatos serão esclarecidos” e que sua inocência será demonstrada.

O vereador Gordinho da Favela também foi afastado do mandato por decisão judicial. As investigações do Gaeco seguem em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados, segundo o Ministério Público.

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