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Manifestantes de esquerda voltaram às ruas neste domingo para protestar contra o Congresso Nacional, repetindo a estratégia adotada em setembro, durante as mobilizações contra a chamada PEC da Blindagem. Desta vez, porém, os atos registraram público menor, mesmo com a participação de artistas consagrados como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, que se apresentaram no Rio de Janeiro.

As manifestações tiveram como principal pauta críticas ao Legislativo, retratado em faixas e cartazes como “inimigo do povo”, e à articulação política para aliviar as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por tentativa de golpe. Os protestos miraram especialmente o chamado PL da Dosimetria, aprovado recentemente pela Câmara, que pode beneficiar Bolsonaro e demais réus envolvidos nos ataques às instituições.

Levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common, aponta uma queda significativa na adesão popular em relação aos atos realizados três meses atrás. Em São Paulo, o público foi estimado em 13,7 mil pessoas, cerca de um terço das 42,3 mil registradas em setembro, segundo contagem realizada com o uso de drones.

No Rio de Janeiro, a redução também foi expressiva. O ato reuniu aproximadamente 18,9 mil manifestantes, menos da metade dos 41,8 mil que participaram da mobilização anterior. Apesar da presença de nomes de peso da música brasileira, a menor adesão foi interpretada por analistas como um sinal de desgaste da estratégia de confronto direto com o Congresso.

Ainda assim, organizadores afirmaram que as manifestações mantêm o objetivo de pressionar o Legislativo e denunciar o que classificam como retrocessos institucionais, prometendo novas mobilizações nos próximos meses.

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