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CompartilheCompartilhe 0 Pesquisadores japoneses descobriram uma inovadora maneira de conectar tecido de pele viva a superfícies robóticas, avançando na busca por tornar robôs mais semelhantes a humanos. Em uma recente demonstração, um robô com pele macia e rosada sorriu para a câmera, destacando o progresso na área. A equipe liderada pelo professor Shoji Takeuchi, do Instituto de Ciência Industrial da Universidade de Tóquio, desenvolveu essa nova técnica inspirada na estrutura dos ligamentos da pele humana. Eles utilizaram um gel de colágeno aplicado em pequenos orifícios em forma de V na superfície do robô, criando “âncoras” que proporcionam uma fixação mais durável e contínua. Anteriormente, Takeuchi havia criado uma pele robótica “viva” com colágeno e fibroblastos dérmicos humanos, capaz de ser aplicada a um dedo robótico e dobrar sem se quebrar. A nova técnica é uma evolução significativa desse trabalho. Takeuchi não é o único a buscar tornar robôs mais humanos. A Ameca, conhecida como o “robô humanoide mais avançado do mundo”, utiliza inteligência artificial para interagir de maneira realista com as pessoas, destacando a importância dos olhos na expressão de emoções. “Os olhos são as janelas da alma. Lemos as emoções pelo contato visual”, afirmou Will Jackson, CEO da Engineered Arts Ltd, empresa responsável pela Ameca. Ao contrário dos robôs industriais, humanoides como Ameca, Sophia e Grace são projetados para interações com humanos em setores como hospitalidade, saúde e educação. Atualmente, esses robôs têm limitações em suas expressões faciais, resultando no efeito “uncanny valley”, onde tentativas de parecer humano podem causar desconforto. “Expressões faciais realistas aumentam a capacidade do robô de se comunicar e interagir com humanos de forma mais natural e eficaz”, diz Takeuchi. Isso é particularmente relevante em áreas como a saúde, onde a empatia é crucial. A pesquisa de Takeuchi foi publicada na revista Cell Reports Physical Science e foi elogiada por Yifan Wang, professor assistente da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. Wang destaca que a pele, sendo o maior órgão do corpo humano, é vital para a percepção sensorial, algo que é difícil de replicar em robôs artificiais. A pesquisa da Universidade de Tóquio, segundo ele, oferece uma “solução híbrida” entre robótica macia e tradicional. Robôs geralmente usam silicone preso por adesivo para se assemelhar à carne, o que pode levar à quebra. O novo método de Takeuchi proporciona uma fixação mais robusta, evitando que a pele se solte facilmente e melhorando a interface entre materiais rígidos e macios. Takeuchi e sua equipe pretendem adicionar mais funções sensoriais à pele robótica, tornando-a mais responsiva a estímulos ambientais. Eles também estão explorando a criação de um sistema vascular para a pele, com vasos que transportam nutrientes, aumentando sua durabilidade e longevidade. “Isso requer muito trabalho em termos de engenharia”, disse Wang. No entanto, se bem-sucedido, isso pode permitir que humanoides se pareçam e sintam como humanos no futuro.
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