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Uma iniciativa conjunta entre entidades do Brasil e da França pretende ampliar o acesso à analgesia peridural como forma de aliviar a dor no parto vaginal e, com isso, contribuir para a redução das altas taxas de cesarianas sem indicação clínica no país. Atualmente, a técnica é oferecida em apenas 8% dos partos vaginais realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), número considerado baixo por especialistas em saúde materna.

O projeto é inspirado no modelo francês de assistência obstétrica, referência internacional por apresentar taxas historicamente mais baixas de cesarianas e maior incentivo ao parto vaginal com controle adequado da dor. A proposta parte do princípio de que o medo da dor é um dos fatores que levam muitas mulheres a optar pela cesariana, mesmo quando não há necessidade médica.

A iniciativa será implantada inicialmente na rede municipal de saúde do Rio de Janeiro e prevê ações como capacitação de profissionais, reorganização dos fluxos de atendimento e ampliação da oferta de anestesistas para garantir o acesso à analgesia durante o trabalho de parto. A expectativa é que a experiência sirva de modelo para futuras expansões em outras regiões do país.

Especialistas destacam que a ampliação da analgesia peridural pode melhorar a experiência das gestantes, promover partos mais humanizados e contribuir para a redução de riscos associados a cesarianas desnecessárias, alinhando o Brasil a práticas internacionais recomendadas por organismos de saúde.

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