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O setor exibidor de cinema no Brasil voltou a dar sinais de retração após a pandemia. Em março, o número de salas ativas caiu para 3.538, registrando a primeira redução desde a retomada das atividades no período pós-crise sanitária.

A queda acompanha a diminuição no público: em 2025, a venda de ingressos recuou 10%, totalizando 113 milhões de espectadores. O cenário contrasta com o aumento do investimento público no setor audiovisual, que chegou a R$ 1,41 bilhão em fomento à produção.

O descompasso entre o volume de filmes produzidos e a ocupação das salas tem gerado preocupação entre exibidores. Um grupo de empresários de Salvador levou a demanda ao Ministério da Cultura, solicitando medidas emergenciais para estimular o acesso do público às salas de cinema.

Entre as propostas apresentadas está a destinação de 10% do orçamento anual do audiovisual para políticas voltadas à exibição, além de um aporte emergencial de R$ 120 milhões para o setor. Os exibidores também defendem a criação de uma janela mínima de 180 dias de exclusividade para os cinemas antes que os filmes sejam disponibilizados em plataformas digitais.

A reivindicação reflete a crescente pressão causada pelo avanço dos serviços de streaming, que têm alterado os hábitos de consumo e reduzido o tempo de permanência dos filmes nas telonas. O debate coloca em evidência a necessidade de reequilibrar a cadeia do audiovisual, garantindo sustentabilidade tanto para a produção quanto para a exibição.

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