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A Justiça Federal decidiu nesta quinta-feira manter a prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, detido pela Polícia Federal na noite de segunda-feira enquanto tentava embarcar para fora do país no Aeroporto de Guarulhos (SP). Ele e outros seis executivos ligados à instituição são investigados por participação em um esquema de fraudes que pode ter alcançado R$ 12 bilhões, envolvendo a venda de títulos de crédito falsos ao Banco de Brasília (BRB), pertencente ao governo do Distrito Federal.

Na terça-feira, em meio ao avanço das investigações, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. Ao negar o pedido de liberdade do banqueiro, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), afirmou que Vorcaro é “apontado como um dos líderes da suposta organização criminosa voltada à prática de múltiplos crimes contra o sistema financeiro nacional”. A defesa do executivo ingressou com um habeas corpus, que ainda será analisado pela Corte.

A quebra da instituição provoca forte apreensão entre aposentados e pensionistas de 18 estados e municípios, cujos fundos previdenciários concentraram investimentos significativos no Master. O caso mais grave é o do RioPrevidência, responsável por pagar aposentadorias e pensões a servidores estaduais do Rio de Janeiro, que aplicou R$ 970 milhões — o equivalente a 10,53% de todo o seu patrimônio — no banco, mesmo diante de um parecer contrário emitido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Diante do impacto potencial sobre contas públicas e sobre a segurança dos fundos previdenciários, o governo federal avalia a criação de novas regras para limitar a exposição de fundos a uma única instituição financeira e ampliar as exigências de garantias, com o objetivo de evitar que colapsos bancários coloquem em risco o pagamento de aposentadorias.

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