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CompartilheCompartilhe 0 O encerramento do último tratado nuclear vigente entre Estados Unidos e Rússia reacendeu temores internacionais de uma nova corrida armamentista, ao deixar as duas maiores potências atômicas do mundo sem limites formais para seus arsenais estratégicos pela primeira vez em décadas. A situação marca um ponto de inflexão no regime global de controle de armas nucleares, construído ao longo do período pós-Guerra Fria. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que Washington não pretende mais seguir os tetos estabelecidos pelo acordo e defendeu a negociação de um novo tratado, que classificou como “mais moderno”. Segundo Trump, o pacto atual apresenta falhas estruturais, sobretudo por não incluir a China, país que vem ampliando seu arsenal nuclear nos últimos anos. Para críticos do tratado, o acordo acaba restringindo os Estados Unidos enquanto Pequim permanece fora de qualquer mecanismo de limitação. O tratado, em vigor desde 2011 e prorrogado até fevereiro de 2026, estabelecia limites para o número de ogivas nucleares e de vetores estratégicos, como mísseis balísticos intercontinentais e bombardeiros pesados, mantidos por Washington e Moscou. O mecanismo também previa inspeções mútuas e medidas de transparência entre as partes, consideradas fundamentais para reduzir riscos de escalada militar. Com a expiração do acordo, Estados Unidos e Rússia ainda poderiam, em tese, manter voluntariamente os limites impostos pelo tratado, mas a ausência de compromissos legais e de mecanismos de verificação aumenta a incerteza sobre o futuro do controle de armas nucleares e reforça o receio de uma retomada da competição estratégica entre as potências.
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