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Um estudo apresentado pelo governo de Pernambuco revelou que o arquipélago de Fernando de Noronha abriga atualmente cerca de 10,8 mil pessoas entre moradores e turistas, número considerado 55% superior à capacidade estimada para a ilha.

O levantamento também aponta que a população permanente de Noronha é significativamente maior do que a registrada pelo Censo de 2022, reforçando preocupações sobre o crescimento desordenado e os impactos ambientais e estruturais enfrentados pelo arquipélago.

Moradores atribuem a pressão ao avanço acelerado do turismo e à expansão da rede hoteleira nos últimos anos. Segundo relatos da população local, o aumento da atividade turística elevou a chegada de trabalhadores e impulsionou o crescimento populacional, ampliando desafios ligados à infraestrutura urbana e aos serviços públicos.

Entre os principais problemas apontados estão as dificuldades no saneamento básico, abastecimento de água, coleta de resíduos e preservação ambiental. Especialistas alertam que a superlotação pode comprometer o equilíbrio ecológico da ilha, reconhecida internacionalmente pela biodiversidade marinha e pelas áreas de conservação ambiental.

O estudo reacende o debate sobre limites para o turismo em Fernando de Noronha e a necessidade de políticas públicas voltadas ao controle populacional, sustentabilidade e preservação do patrimônio ambiental do arquipélago.

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