0

O maior estudo genômico sobre câncer já realizado no Brasil revelou que um em cada dez pacientes analisados apresentava mutações hereditárias associadas ao desenvolvimento da doença. A pesquisa sequenciou o genoma completo de 275 pessoas diagnosticadas com câncer de mama, próstata ou intestino atendidas em hospitais públicos das cinco regiões do país.

Os pesquisadores também identificaram casos ligados à mutação TP53 R337H, relacionada à Síndrome de Li-Fraumeni, condição hereditária que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de diferentes tipos de câncer ao longo da vida.

Segundo o estudo, a variante genética se espalhou pelo país a partir de um ancestral comum que teria vivido há cerca de 300 anos, com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste.

Os cientistas estimam que, em determinadas áreas do Brasil, a mutação esteja presente em aproximadamente uma a cada 300 pessoas, número considerado elevado em comparação a padrões internacionais.

A pesquisa é vista como um marco para a medicina genômica nacional e pode contribuir para o avanço de estratégias de diagnóstico precoce, rastreamento genético e tratamentos personalizados contra o câncer.

Além de ampliar o entendimento sobre fatores hereditários da doença, o estudo reforça a importância da incorporação de testes genéticos no sistema público de saúde, especialmente em famílias com histórico recorrente de câncer.

Telescópio James Webb registra imagem mais detalhada da superfície de exoplaneta rochoso

Artigo anterior

União Europeia planeja banir rolagem infinita e notificações para proteger jovens nas redes sociais

Próximo artigo

Você pode gostar

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais sobre Brasil