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A Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional diante do avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo. O principal foco da doença está na província de Ituri, que já contabiliza 246 casos confirmados e 80 mortes.

Segundo a OMS, no entanto, o número real de infectados pode ser significativamente maior do que os registros oficiais, em razão das dificuldades de monitoramento e da baixa capacidade de atendimento em regiões afetadas pelo conflito e pela precariedade dos serviços de saúde.

A situação é considerada especialmente preocupante porque o surto envolve a variante Bundibugyo do vírus ebola, uma cepa para a qual ainda não existe vacina ou tratamento aprovado internacionalmente. O vírus já alcançou áreas urbanas populosas e ultrapassou as fronteiras congolesas, chegando a Uganda.

Especialistas alertam que a combinação entre alta transmissibilidade, ausência de imunizantes específicos e circulação em centros urbanos amplia o risco de propagação regional da doença.

Em outro relatório divulgado pela entidade, a OMS revelou que o número de vítimas da pandemia de COVID-19 foi cerca de três vezes maior do que o oficialmente contabilizado até então. A nova estimativa aponta que aproximadamente 22,1 milhões de pessoas morreram entre 2020 e 2023 em decorrência direta ou indireta da pandemia, muito acima dos 7 milhões de óbitos registrados oficialmente.

De acordo com a organização, a sobrecarga e a interrupção dos sistemas de saúde em diversos países contribuíram para o aumento das mortes, dificultando o acesso de pacientes com outras doenças graves a tratamentos médicos adequados. A OMS avalia que os impactos indiretos da pandemia tiveram peso significativo no aumento da mortalidade global.

O novo cálculo coloca a pandemia entre os episódios sanitários mais devastadores da história recente, com um número de mortes equivalente à população de duas grandes cidades como São Paulo.

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