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O senador Flávio Bolsonaro embarca nesta semana para São Paulo em meio ao agravamento da crise política envolvendo seu entorno político e financeiro. O parlamentar terá encontros reservados com empresários e investidores ligados à Faria Lima após dias de reuniões internas da pré-campanha presidencial do PL para 2026.

A movimentação ocorre depois da repercussão de áudios envolvendo negociações para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Integrantes do núcleo bolsonarista avaliam que Flávio precisa agir rapidamente para reduzir os impactos políticos e econômicos do episódio e preservar sua imagem como principal nome do grupo político para a sucessão presidencial.

Nos bastidores, aliados apostam nas recentes mudanças no Tribunal Superior Eleitoral para garantir que o filme Dark Horse seja exibido antes das eleições de outubro. Os ministros do Supremo Tribunal Federal indicados por Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, assumiram respectivamente a presidência e a vice-presidência da Corte Eleitoral.

O tema reacende discussões sobre decisões anteriores do tribunal. Em 2022, sob comando do ministro Alexandre de Moraes, o TSE adiou a estreia do documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro? para depois do segundo turno das eleições presidenciais.

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro também sofreu novo desgaste após operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, aliado político do senador e pré-candidato do PL ao Senado. Castro é investigado sob suspeita de agir com leniência para favorecer Ricardo Magro, proprietário do grupo Refit, apontado em investigações como um dos maiores devedores tributários do país. Diante da repercussão, integrantes do PL já discutem a possibilidade de retirar a candidatura de Castro.

Em paralelo, cresce no Congresso Nacional a pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. Neste domingo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que os pedidos de CPI relacionados ao caso terão “tratamento regimental” na Casa. Atualmente, existem sete requerimentos apresentados no Congresso sobre o tema, sendo um deles protocolado na Câmara.

Enquanto o ambiente político segue tensionado, pesquisa divulgada pela Quaest aponta que a maioria da população é contrária à redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados rejeitam a diminuição das punições aplicadas aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, enquanto 39% se mostraram favoráveis à medida. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.

O debate ganhou força após o Congresso Nacional derrubar, no fim de abril, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como Lei da Dosimetria.

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