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CompartilheCompartilhe 0 Decisão de órgão ambiental mexicano busca incentivar adoção, mas provocou críticas e disputa simbólica com o Brasil. Vira-lata caramelo Crédito: Reprodução O tradicional cachorro de pelagem amarelada, popularmente chamado de vira-lata caramelo no Brasil, passou a ser considerado oficialmente uma raça no México. A medida foi anunciada pela Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México e rapidamente repercutiu entre brasileiros, que reagiram nas redes sociais ao reconhecimento do animal, conhecido no país como “perrito amarillo”. A inclusão do cão na lista de raças nacionais e como patrimônio nacional do país ocorreu ao lado de espécies já reconhecidas, como o Xoloitzcuintli, o Chihuahua e o Calupoh. Segundo o órgão responsável, a iniciativa tem como principal objetivo estimular a adoção de animais e reduzir o estigma em torno de cães sem pedigree, além de enfrentar o problema do abandono. Vira-lata caramelo por Reprodução O México figura entre os países com maior número de cães e gatos em situação de rua na América Latina, com cerca de 29,7 milhões de animais. O Brasil apresenta cenário semelhante, com números próximos de abandono, o que reforça a importância de campanhas de conscientização. A decisão, no entanto, não foi bem recebida por parte dos brasileiros. Nas redes sociais, usuários criticaram o reconhecimento e acusaram o país de se apropriar de um símbolo cultural associado ao Brasil. O vira-lata caramelo ganhou notoriedade nacional ao longo dos anos e passou a ser visto como um ícone popular, inclusive com presença recente em produções audiovisuais. Apesar da polêmica, a ação mexicana foi inspirada em uma campanha realizada no Brasil em 2025, que buscava valorizar cães sem raça definida e ampliar as taxas de adoção. A mobilização destacou o caramelo como símbolo afetivo e cultural, reforçando a importância de combater o abandono. Especialistas lembram que o chamado “caramelo” não é uma raça pura, mas resultado de cruzamentos diversos ao longo dos séculos, desde a chegada de cães europeus ao continente americano durante o período colonial. Ainda assim, a identificação popular com o animal ajudou a consolidá-lo como um dos cães mais emblemáticos do Brasil. Fonte: Fernanda Varela
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