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Presente na grande maioria das embalagens consumidas diariamente — como garrafas de água, potes, sacos de salgadinho e outros invólucros —, o plástico é tecnicamente reciclável, mas isso não garante que todo material coletado seja, de fato, reaproveitado. Diversos tipos apresentam baixa reciclabilidade, o que dificulta o processo e reduz a eficiência das cadeias de reciclagem.

Um exemplo são as garrafas PET coloridas, que, durante o processo de reaproveitamento, escurecem e perdem valor comercial, resultando em uma taxa de reaproveitamento de apenas 30% para novas embalagens. O restante é geralmente direcionado a usos de menor valor agregado ou acaba descartado de forma inadequada.

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 9% de todos os plásticos já fabricados no mundo foram reciclados. O dado evidencia a baixa circularidade do material e reforça o desafio global em torno da gestão de resíduos plásticos, cuja produção continua crescendo, principalmente no setor de embalagens descartáveis.

Especialistas apontam que o avanço na reciclagem depende não apenas de melhorias tecnológicas, mas também de mudanças no consumo, políticas públicas de logística reversa e conscientização da população sobre o descarte correto.

“Reciclar é importante, mas reduzir o uso e repensar o consumo são ações ainda mais eficazes para frear o impacto ambiental dos plásticos”, defendem ambientalistas ligados ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

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