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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a abertura de um novo inquérito para investigar esquemas de lavagem de dinheiro e a infiltração de facções criminosas e milícias no poder público do Rio de Janeiro. A medida foi confirmada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que informou que o órgão “já atua em diversas frentes contra o crime organizado no estado”, mas que, com a decisão do Supremo, “instaurará esse e quantos inquéritos forem necessários”.

A decisão foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, da qual Moraes tornou-se relator temporário após a Operação Contenção, que deixou 121 mortos no estado, segundo balanço oficial. O novo inquérito deve focar em relações financeiras suspeitas entre organizações criminosas e agentes públicos, além de eventuais falhas institucionais que teriam favorecido a atuação desses grupos.


Ex-ministros cobram ação direta de Lula

A crise de segurança no Rio de Janeiro motivou a divulgação de uma carta aberta assinada por cinco ex-ministros da Justiça, que pedem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que assuma pessoalmente a condução da situação.

O documento, subscrito por Nelson Jobim, Miguel Reale Jr., Aloysio Nunes, José Carlos Dias — que ocuparam o cargo durante o governo de Fernando Henrique Cardoso — e por Tarso Genro, ex-ministro de Lula, propõe a criação de uma Secretaria Especial da Presidência, com status ministerial, para coordenar as ações no estado.

Os ex-ministros classificam a Operação Contenção como “mal preparada, mal explicada e inadequada”, e afirmam que “o fato de alguém ter antecedentes criminais não significa — em um Estado Democrático de Direito — licença para sua eliminação sumária”.

Até o momento, o governo do Rio de Janeiro não se pronunciou sobre o conteúdo do documento.

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