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CompartilheCompartilhe 0 Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-comandante do Exército, general Júlio Cesar de Arruda, negou que tenha impedido a Polícia Militar do Distrito Federal de prender manifestantes acampados em frente ao Quartel-General do Exército na noite de 8 de janeiro de 2022, após os ataques às sedes dos Três Poderes. Arruda declarou que a decisão de não realizar prisões no local foi tomada em conjunto com ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa tentativa de neutralizar as tensões naquele momento. A declaração de Arruda contrasta com a acusação feita por Fábio Augusto Vieira, então comandante da PM-DF, que afirmou que o general teria impedido a entrada da corporação no acampamento montado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto o processo sobre a tentativa de golpe segue no STF, o atual comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, solicitou à Corte para não prestar depoimento. Arrolado como testemunha de defesa do ex-comandante da Marinha durante o governo Bolsonaro, almirante Almir Garnier Santos, Olsen alegou desconhecimento dos fatos investigados e pediu dispensa. Em outro desdobramento do caso, conversas via WhatsApp entre o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e o hoje general Santana Netto, levantaram novas suspeitas. Nas mensagens, Cid sugere que recebeu informações privilegiadas do então procurador-geral da República, Augusto Aras, e da vice-procuradora Lindora Araújo. Segundo ele, os dois teriam informado de forma reservada em quais processos ele era citado. As revelações podem reforçar a linha de investigação sobre o suposto envolvimento de autoridades civis e militares em ações para obstruir ou influenciar indevidamente o andamento das investigações sobre os atos golpistas de 2022. O STF mantém sob sigilo parte dos autos, mas a expectativa é de que novos depoimentos e quebras de sigilo possam esclarecer a extensão da articulação golpista e a participação de membros das Forças Armadas e do Ministério Público Federal.
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