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O número de dias com calor intenso, ar seco e ventos fortes, considerados ideais para a propagação de incêndios florestais extremos, quase triplicou em todo o planeta nos últimos 45 anos, segundo estudo publicado na revista Science Advances. A pesquisa analisou a evolução das chamadas “condições síncronas de clima de fogo”, que combinam fatores meteorológicos críticos capazes de favorecer a rápida expansão das chamas em diferentes regiões ao mesmo tempo.

De acordo com os dados, em 2023 e 2024 foram registrados mais de 60 dias por ano com essas condições extremas, um salto expressivo em comparação com a média de 22 dias anuais observada entre 1979 e meados da década de 1990. O aumento significativo acende um alerta para autoridades ambientais e comunidades vulneráveis, já que esses períodos elevam o risco de incêndios de grandes proporções e dificultam o controle das chamas.

O estudo aponta ainda que mais de 60% desse crescimento está diretamente relacionado às mudanças climáticas provocadas pela ação humana. O aquecimento global intensifica ondas de calor, reduz a umidade do ar e altera padrões de vento, criando cenários mais propícios para a ocorrência e a propagação de incêndios florestais extremos.

Especialistas destacam que a tendência é de agravamento caso não haja redução consistente das emissões de gases de efeito estufa. Além dos impactos ambientais, como a perda de biodiversidade e a degradação de ecossistemas, os incêndios também trazem consequências sociais e econômicas, afetando a saúde pública, a segurança alimentar e a infraestrutura em diversas partes do mundo.

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