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Acidentes registrados em pistas simples, em trechos retos e durante o dia concentram os casos mais graves nas rodovias federais brasileiras, segundo levantamento da Fundação Dom Cabral com dados de 2018 a 2024. O estudo revela que, ao contrário da percepção comum de que curvas perigosas e períodos noturnos representam maior risco, a maior parte das ocorrências fatais acontece em condições consideradas, à primeira vista, menos críticas.

Após atingir o menor patamar da série em 2020, com 48.416 acidentes registrados, número influenciado pela redução da circulação durante a pandemia, o total voltou a crescer nos anos seguintes. Em 2024, foram contabilizados 56.116 casos nas rodovias federais, o maior volume do período analisado.

O aumento no número de ocorrências também foi acompanhado pela elevação da gravidade dos acidentes. Em 2024, foram registradas 4.995 vítimas fatais e 15.916 feridos graves, os piores resultados desde 2018. Os dados indicam uma tendência preocupante de crescimento tanto na quantidade quanto na severidade dos sinistros.

Especialistas apontam que fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e desatenção ao volante podem explicar a alta incidência em pistas simples e trechos retos, onde motoristas tendem a relaxar a atenção. O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à fiscalização, melhoria da infraestrutura e campanhas permanentes de conscientização para reduzir a violência no trânsito brasileiro.

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