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CompartilheCompartilhe 0 Adolescentes insatisfeitos com o corpo veem até 3x mais conteúdo sobre distúrbios alimentares no Instagram, mostra estudo da Meta Um estudo interno da Meta, controladora do Instagram, revelou que adolescentes que se sentem mal com seus corpos são expostos até três vezes mais a conteúdos ligados a transtornos alimentares do que os demais usuários da mesma faixa etária. A pesquisa analisou o comportamento de 1.149 adolescentes na plataforma durante um período de três meses. Entre eles, 223 relataram insatisfação frequente com a própria imagem corporal. Para esse grupo, 10,5% do conteúdo consumido estava diretamente relacionado a distúrbios alimentares — número significativamente mais alto do que o observado entre os demais participantes. Além disso, o estudo mostrou que esses adolescentes também foram mais expostos a publicações com temas como sofrimento emocional, comportamentos de risco e conteúdos classificados como adultos. Embora o material analisado não viole as regras oficiais do Instagram, especialistas e consultores envolvidos na pesquisa o consideraram conteúdo sensível, com potencial para agravar quadros de saúde mental. Algoritmo sob questionamento O estudo reacende o debate sobre o papel dos algoritmos de recomendação da plataforma, que tendem a reforçar comportamentos ou interesses detectados nos usuários, muitas vezes sem filtros adequados para proteger grupos vulneráveis, como adolescentes. A Meta, em outras ocasiões, afirmou estar comprometida com a segurança dos jovens nas redes sociais, mas o relatório interno sugere que os mecanismos atuais de moderação e recomendação ainda falham em prevenir a exposição excessiva a conteúdos prejudiciais, especialmente entre quem já apresenta sinais de fragilidade emocional. Pressão pública e regulação Nos últimos anos, a empresa tem enfrentado pressão crescente de governos e organizações de saúde mental para rever políticas e aumentar a transparência sobre o impacto das redes sociais nos jovens. Este novo dado — revelado por um estudo conduzido pela própria empresa — pode reforçar pedidos por regulação mais rígida, especialmente quanto à responsabilidade algorítmica.
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