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O uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” tem se popularizado como alternativa para a perda de peso, mas os resultados variam significativamente entre os pacientes. Um estudo publicado na revista Nature sugere que parte dessa diferença pode estar no DNA.

De acordo com a pesquisa, variações em genes específicos influenciam tanto a eficácia quanto os efeitos colaterais desses medicamentos. Uma variante no gene GLP1R está associada a uma resposta mais positiva ao tratamento, potencializando a perda de peso em alguns indivíduos.

Por outro lado, uma variação no gene GIPR foi relacionada ao aumento de efeitos adversos, especialmente náuseas e vômitos em pacientes que utilizam a tirzepatida.

Segundo os autores, pessoas que apresentam simultaneamente essas duas variações genéticas podem ter até 15 vezes mais chance de sofrer episódios de vômito ao usar a tirzepatida, em comparação com aquelas que não possuem essas alterações.

Os resultados reforçam a importância da medicina personalizada, indicando que fatores genéticos podem ser determinantes na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente, aumentando a eficácia e reduzindo riscos.

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