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Uma reportagem dos jornalistas Juliana Dal Piva, Chico Otavio e Igor Mello, publicada pelo ICL Notícias, trouxe à tona uma conexão inédita entre a ditadura militar brasileira e serviços de inteligência do Reino Unido, como o MI5 e o BIS.

De acordo com a investigação, documentos atribuídos ao coronel Cyro Etchegoyen indicam que, entre 1970 e 1971, militares brasileiros participaram de treinamentos em Londres. Nessas formações, teriam aprendido técnicas de interrogatório baseadas em isolamento sensorial e desgaste psicológico de presos.

A revelação foi analisada pelo jornalista Elio Gaspari, que destacou o contraste entre os manuais britânicos — que formalmente condenavam a tortura física — e a aplicação prática desses métodos no Brasil. Segundo ele, as técnicas importadas foram utilizadas em centros clandestinos de repressão, como a Casa da Morte, em Petrópolis.

O período coincide com a fase mais dura da repressão durante a Ditadura Militar no Brasil, marcada pela intensificação da perseguição a opositores e pelo uso sistemático de violência. De acordo com a reportagem, a adoção dessas práticas acompanhou uma política de extermínio que resultou na morte de pelo menos 22 pessoas.

A descoberta amplia o entendimento sobre as redes internacionais de cooperação entre regimes e serviços de inteligência durante a Guerra Fria, além de levantar novos questionamentos sobre a origem e a disseminação de métodos de repressão utilizados no período.

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