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A menos de um mês da conferência climática, apenas 87 dos 162 países confirmaram estadia; ONU exige participação mínima para validação de decisões

A menos de um mês para o início da COP30, conferência climática da ONU que será realizada em Belém (PA), a organização do evento enfrenta um problema crítico: a baixa confirmação de hospedagem por parte das delegações internacionais. Até o momento, apenas 87 dos 162 países credenciados garantiram acomodação na capital paraense, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (14).

O número preocupa autoridades locais e representantes da ONU. De acordo com as normas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), é necessário que pelo menos um terço das delegações esteja oficialmente presente para que a conferência ocorra, e dois terços para que qualquer decisão seja validada. Com a taxa atual de confirmações, a realização e efetividade da COP30 estão em risco.

A principal razão apontada para o impasse é a crise de hospedagem na cidade. Durante os dias do evento, os preços dos leitos em hotéis e pousadas dispararam, tornando inviável a permanência de muitas comitivas. A infraestrutura hoteleira de Belém, limitada em comparação a outras capitais brasileiras, não tem conseguido atender à alta demanda, especialmente diante da especulação imobiliária e da elevação de preços por parte de alguns estabelecimentos.

A COP30 é considerada estratégica para as negociações climáticas globais, já que será a primeira conferência das Nações Unidas sobre o clima sediada na Amazônia brasileira. O evento está previsto para ocorrer em novembro de 2025, com reuniões preparatórias e técnicas já marcadas para este ano.

Fontes ligadas à organização afirmam que há esforços do Itamaraty e da ONU para ampliar a rede de hospedagem, com alternativas como navios de cruzeiro atracados no porto de Belém, alojamentos temporários e ampliação de contratos com a rede privada. No entanto, até o momento, essas medidas não foram suficientes para garantir o quórum necessário.

A situação levanta dúvidas sobre a viabilidade logística de Belém como sede de um evento dessa magnitude e pressiona o governo federal e autoridades locais a agirem com urgência para evitar que a COP30 enfrente um esvaziamento inédito ou, no limite, precise ser adiada ou remanejada.

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