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A operação militar americana na Venezuela foi tema de uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada diante do agravamento da crise política e diplomática no país sul-americano. Durante o encontro, representantes de diferentes nações manifestaram posições divergentes sobre a ação conduzida pelos Estados Unidos.

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, classificou a ofensiva como “criminosa” e acusou Washington de buscar a apropriação dos recursos energéticos da Venezuela, afirmando que a iniciativa viola o direito internacional e ameaça a soberania do país. A China também condenou a ação, dizendo estar “profundamente chocada” e sustentando que nenhum Estado tem autoridade para agir como polícia internacional.

O Brasil se posicionou de forma crítica à operação. O embaixador brasileiro, Sérgio Danese, declarou que não é aceitável o argumento de que “os fins justificam os meios”, defendendo o respeito às normas internacionais e à solução pacífica de conflitos.

Em contraponto, o embaixador dos Estados Unidos, Mike Waltz, afirmou que “não há uma guerra contra a Venezuela ou seu povo”, descrevendo a ofensiva como uma operação de cumprimento da lei. Segundo ele, a ação se justificaria pelo entendimento de que Nicolás Maduro não seria um líder legítimo do país.

Já o representante da Venezuela pediu que o Conselho de Segurança impeça qualquer tentativa de apropriação dos recursos naturais venezuelanos e exigiu a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A sessão evidenciou a profunda divisão entre os países-membros e reforçou a centralidade da crise venezuelana no cenário geopolítico internacional.

Maduro teria negociado exílio em Belarus com apoio da Rússia, apontam fontes

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