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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã pode estar próxima do fim. Em entrevista à emissora CBS, Trump declarou que o conflito está “praticamente concluído” e que a campanha militar avançou mais rápido do que o previsto.

Segundo o presidente americano, as forças dos EUA já realizaram cerca de 3 mil ataques aéreos contra alvos iranianos desde o início da guerra, há cerca de nove dias. Trump havia estimado inicialmente que o conflito poderia durar entre quatro e cinco semanas, mas afirmou que a operação militar está “muito adiantada em relação ao cronograma”.

Apesar da declaração de Washington, o Irã segue respondendo militarmente. O governo iraniano continua lançando mísseis e drones contra alvos na região e não sinalizou disposição para recuar. Autoridades de Teerã afirmam que o país ainda tem capacidade de reagir aos ataques e prometem novas ações caso as ofensivas continuem.

O conflito também tem provocado forte instabilidade no mercado internacional de energia. O barril do petróleo tipo Brent chegou a se aproximar de US$ 120 durante a segunda-feira, elevando temores de inflação global e aumento no preço dos combustíveis. No entanto, após as declarações de Trump, a cotação recuou e terminou o dia abaixo de US$ 90.

Outro fator que contribuiu para a queda foi a sinalização de líderes do G7 de que podem liberar reservas estratégicas de petróleo caso os preços continuem subindo.

Além do impacto nos preços, a guerra também afeta rotas estratégicas de energia. O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo, permanece praticamente interrompido.

Enquanto os Estados Unidos falam em encerrar a campanha militar, o governo iraniano mantém um discurso de resistência. Kamal Kharazi descartou a possibilidade de negociações imediatas e afirmou que o conflito só deve terminar quando os custos econômicos da guerra levarem outros países a intervir. Em entrevista à CNN, ele afirmou que “não vê mais espaço para diplomacia”.

No campo militar, o Pentágono confirmou a morte do sargento do Exército Benjamin N. Pennington, de 26 anos, natural de Glendale. O militar morreu em decorrência de ferimentos sofridos após um ataque iraniano contra a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, ocorrido no início de março. O caso segue sob investigação.

Paralelamente, um ex-programador da Google realizou uma reconstrução detalhada dos primeiros ataques ao Irã utilizando dados de fontes abertas, mostrando a sequência de eventos que marcaram o início da ofensiva militar.

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