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CompartilheCompartilhe 0 “Foi-se o tempo em que a cultura era um privilégio de poucos”. A afirmação do secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, foi feita durante o lançamento do Ciclo II dos Editais Cultura Viva Bahia, que reúne seis editais, soma R$ 10,1 milhões e seleciona 149 propostas entre premiações e fomento direto para Pontos e Pontões de Cultura, coletivos e entidades. A atividade foi realizada nesta terça-feira (3), na sede da Associação de Arte e Cultura Social (Cajaarte), em Cajazeiras, Salvador. O novo ciclo, executado na Bahia através da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), integra a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), iniciativa do Governo Federal em parceria com estados e municípios para garantir investimentos contínuos no setor e ampliar o acesso a políticas culturais em todo o país. Na prática, é recurso destinado a fortalecer iniciativas culturais que já existem nos territórios e ampliar o alcance da política pública. Ao apresentar o ciclo, Bruno Monteiro destacou a conexão entre cultura e educação como um dos eixos do fomento, com foco nas escolas de tempo integral. O secretário citou que a Bahia reúne cerca de 1.600 Pontos de Cultura certificados e afirmou que o estado conta hoje com 700 escolas de tempo integral, defendendo a aproximação entre comunidade e escola como caminho de formação e oportunidade para a juventude. “É uma política pública democrática e territorializada, feita para reconhecer os diferentes fazeres culturais”, disse o secretário. No lançamento realizado em Cajazeiras, a Cajaarte foi apresentada como exemplo de iniciativa territorial que atua com cultura e formação. Diretor da associação, Wilson Amorim Júnior associou o trabalho cultural a uma saída concreta para jovens que crescem em contextos de vulnerabilidade e violência, reforçando o papel das atividades comunitárias na construção de pertencimento e convivência. “O intuito é principalmente tirar a juventude do caminho da violência”, disse. Povos originários no centro do fomento A cultura indígena entrou no ciclo como pauta de presença e continuidade, com recurso chegando “na ponta” para fortalecer tradições, identidade e memória. A superintendente de Políticas para Povos Indígenas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Patrícia Pataxó, apresentou o recorte do edital: “É mais um instrumento para que os recursos cheguem na ponta e fomentem a cultura indígena”. Ela lembrou a diversidade no estado. “Somos aqui mais de 34 povos, cada um com sua cultura diferenciada”, disse Patrícia, que destacou que o reconhecimento alcança “os nossos mais velhos” e os saberes transmitidos entre gerações. Além do recorte indígena, o secretário Bruno Monteiro explicou que o ciclo foi desenhado para ampliar o alcance do fomento e enfrentar desigualdades históricas com editais voltados a públicos e realidades distintas. “A gente precisa saber para quem o recurso da cultura deve chegar”, disse o secretário, ao citar também o Prêmio Orgulho LGBTQIAPN+ como novidade do ciclo. Como participar As inscrições ficam abertas de 4 a 31 de março. Sobre o caminho do processo até a chegada do recurso, Bruno Monteiro explicou: “Depois passa pela fase de avaliação das propostas, depois de documentação e aí a gente entra na fase de pagamento.” Seis editais, com objetivos diferentes O Ciclo II combina três editais de premiação e três de fomento. Na premiação, o Prêmio Cultura Viva Bahia 2026 reconhece trajetórias e ações já realizadas por Pontos, Pontões e coletivos; o Prêmio Pontos de Cultura Indígena é voltado a iniciativas culturais em territórios indígenas, certificadas ou não; e o Prêmio Orgulho LGBTQIAPN+ premia quem atua na organização e promoção de paradas e ações de visibilidade no estado. No fomento a projetos, Cultura Viva na Bahia – Ano II apoia atividades continuadas nos territórios por 12 meses, com vagas reservadas para indígenas; Cultura e Educação Ponto a Ponto financia ações culturais em escolas de tempo integral da rede estadual, com foco em formação cultural e socioambiental; e QualiCultura Viva fortalece Pontões de Cultura responsáveis por articular redes e ampliar o acesso à cultura em escala regional e estadual. Fonte: SECOM
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