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O governo dos Estados Unidos classificou a desenvolvedora de inteligência artificial Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos, gerando um confronto sem precedentes entre Washington e a companhia. A decisão do Pentágono impede que fornecedores ligados aos militares realizem negócios com a empresa.

Em resposta, a Anthropic anunciou que irá contestar a medida na Justiça, afirmando que a decisão não possui base legal. Apesar do impasse com o governo, a tecnologia da companhia continua sendo adotada por outras empresas, e a Microsoft comunicou que seguirá integrando os modelos de IA da Anthropic em produtos voltados a clientes civis.

Saída de executiva da OpenAI

Paralelamente, Caitlin Kalinowski, responsável pela área de hardware da OpenAI, anunciou no sábado sua saída da empresa. A decisão ocorreu em meio a divergências sobre o contrato firmado com o Departamento de Defesa dos EUA para o uso de modelos de IA em redes militares classificadas.

Em postagem nas redes sociais, Kalinowski explicou que o acordo foi fechado rapidamente e sem a criação de diretrizes claras para gerenciar riscos sensíveis, incluindo vigilância doméstica e o uso de sistemas autônomos letais. Ela destacou preocupações éticas e de segurança, indicando que a situação motivou sua decisão de deixar a companhia.

O episódio evidencia o crescente debate sobre o papel das empresas de inteligência artificial em aplicações militares e os desafios regulatórios, éticos e comerciais envolvidos na expansão dessas tecnologias.

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