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Com o cerco dos Estados Unidos se intensificando no fim de novembro, o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, teria negociado com aliados uma saída do país. Segundo relatos ouvidos pela Folha em Moscou, Maduro acertou com o presidente de Belarus, Aleksandr Lukachenko, a possibilidade de um exílio no país do Leste Europeu, com apoio direto da Rússia.

De acordo com as fontes, o plano inicial do líder venezuelano era se estabelecer em Moscou, mas o presidente russo, Vladimir Putin, teria recuado da ideia para evitar desgaste com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, em meio às negociações internacionais relacionadas à Guerra da Ucrânia. A avaliação, segundo os relatos, foi de que a presença de Maduro na Rússia poderia gerar atritos diplomáticos desnecessários.

Ainda conforme as informações, a alternativa de exílio em Belarus foi apresentada como solução viável e segue válida. O acordo teria sido costurado de forma discreta, diante do agravamento da pressão internacional e do isolamento político enfrentado por Maduro nos últimos meses.

O possível exílio reforça os sinais de enfraquecimento da posição do ex-presidente venezuelano no cenário internacional, ao mesmo tempo em que evidencia o papel de aliados estratégicos, como Rússia e Belarus, no redesenho do tabuleiro político envolvendo a crise na Venezuela.

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