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CompartilheCompartilhe 0 OMM alerta para recorde histórico de gases do efeito estufa em 2024; floresta australiana deixa de absorver carbono A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou nesta quarta-feira (16) um relatório alarmante sobre os níveis de gases do efeito estufa na atmosfera. Segundo a entidade, 2024 registrou o maior aumento na concentração de dióxido de carbono (CO₂) desde o início das medições modernas em 1957. Além do CO₂, os gases metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) também bateram novos recordes de concentração. A OMM aponta que as atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, aliadas ao aumento de incêndios florestais, estão entre os principais fatores que impulsionaram o avanço das emissões. Essas substâncias são responsáveis por aprisionar o calor na atmosfera, provocando o aquecimento global de longo prazo e acentuando os efeitos da crise climática. “Estamos nos afastando perigosamente das metas climáticas globais. Os níveis recordes desses gases mostram que estamos indo na direção oposta ao que a ciência e o planeta precisam”, alertou um representante da OMM. Floresta tropical australiana se torna fonte de carbono O relatório coincide com a publicação de um estudo na revista Nature que revela uma mudança drástica no comportamento de uma das maiores florestas tropicais do planeta. Localizada na Austrália, essa floresta — que até recentemente funcionava como sumidouro de carbono (ou seja, absorvia mais CO₂ do que emitia) — passou a se tornar uma fonte líquida de emissões, liberando mais gases do que consegue reter. A transformação teve início há cerca de 25 anos, impulsionada por temperaturas cada vez mais extremas, condições de seca mais frequentes e um aumento na mortalidade das árvores. A redução no crescimento de novas árvores, que naturalmente retirariam carbono da atmosfera, agrava ainda mais o quadro. “Esse fenômeno é um alerta global. Mostra que até os ecossistemas mais resilientes estão atingindo um ponto de ruptura diante das mudanças climáticas”, destaca o estudo. Risco global e urgência de ações climáticas A inversão do papel da floresta australiana representa uma ameaça significativa ao equilíbrio climático mundial. As florestas tropicais são aliadas cruciais na mitigação das emissões de carbono, e sua degradação pode acelerar o ritmo do aquecimento global. A OMM reforça a urgência de ações coordenadas e imediatas para conter o aumento das emissões, incluindo a transição para energias limpas, o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e a preservação dos ecossistemas naturais. A continuidade da trajetória atual, segundo os especialistas, compromete não apenas o cumprimento do Acordo de Paris, mas também a estabilidade climática e ecológica do planeta nas próximas décadas.
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