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Após um breve alívio, as chuvas regressaram ao Rio Grande do Sul ontem, gerando novos alertas em áreas já devastadas por enchentes e deslizamentos. Pela manhã, a Defesa Civil emitiu um aviso de chuva forte e ventos acima dos 90 km/h para grande parte do estado, devido a uma frente fria iminente, que promete derrubar as temperaturas.

No decorrer da tarde, o tempo mudou abruptamente em Porto Alegre, levando a prefeitura a recomendar a suspensão do uso de barcos no resgate de moradores ilhados. Entretanto, os trabalhos foram retomados no início da noite. Até o momento, a tragédia já ceifou ao menos 100 vidas, além de deixar 130 desaparecidos e 374 feridos, conforme dados da Defesa Civil.

As precipitações afetaram mais de 1,4 milhão de pessoas em 425 dos 497 municípios, resultando em 163.786 desalojados e 67.428 em abrigos temporários. Apesar de o nível do Guaíba ter diminuído para 5,08 metros, contra os 5,33 metros anteriores, ainda está significativamente elevado, considerando que a cota de alerta é de 2,5 metros.

Estima-se que o lago leve pelo menos 30 dias para atingir abaixo dos 3 metros, segundo projeção do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS. Na histórica enchente de 1941, foram necessários 32 dias para tal feito. A situação é agravada pelos ventos do Sul e pela água que escorre das bacias dos rios, formando uma espécie de funil sobre o Guaíba.

Mesmo após mais de uma semana desde o início dos temporais, quatro grandes rios ainda estão acima do patamar de inundação. O rio Jacuí, com 18,71 metros em Rio Pardo, lidera a lista, seguido por Uruguai (15,13 metros), Sinos (6,82 metros) e Gravataí (6,11 metros).

O governo gaúcho anunciou que cinco barragens estão em situação de emergência, incluindo as usinas 14 de Julho e Salto Forqueta, além de Saturnino de Brito, São Miguel e Arroio Barracão. A Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura, juntamente com a Aneel, monitoram a situação.

Para prevenir futuros desastres, o governo federal anunciou um pacote de projetos no valor de R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 152 milhões destinados ao Rio Grande do Sul. Além disso, uma portaria foi anunciada para facilitar o repasse de recursos emergenciais às cidades gaúchas afetadas. E, visando mitigar os impactos nas colheitas e estoques, o governo autorizou a compra de 1 milhão de toneladas de arroz dos produtores locais.

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