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A China, considerada atualmente o maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, anunciou nesta quinta-feira uma nova meta climática: reduzir em 17% suas emissões de carbono entre 2026 e 2030. O plano foi apresentado pelo primeiro-ministro Li Qiang como parte da estratégia do governo para acelerar a transição energética no país.

Segundo Li Qiang, o objetivo do governo chinês é promover “a transição verde e de baixo carbono nos principais setores da economia”, incluindo indústria pesada, geração de energia e transportes. A iniciativa faz parte de uma série de políticas voltadas à modernização energética e à redução gradual da dependência de combustíveis fósseis.

Apesar do anúncio, especialistas em clima avaliam que a meta pode ser insuficiente para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos pelo país no âmbito do Acordo de Paris, tratado internacional que estabelece metas globais para limitar o aquecimento do planeta.

De acordo com estimativas do Carbon Brief, para que a China cumpra adequadamente suas metas climáticas até 2030 seria necessário reduzir as emissões em cerca de 23% no período. A nova meta anunciada, portanto, ficaria abaixo do nível considerado necessário por analistas.

Outras projeções também indicam desafios para o país atingir objetivos mais ambiciosos. O Centre for Research on Energy and Clean Air estima que a China deve alcançar aproximadamente 12% de redução nas emissões até o fim deste ano. O percentual é inferior à meta estipulada anteriormente para o ciclo de 2021 a 2025, que previa uma redução de 18%.

A diferença entre as metas anunciadas e as projeções de especialistas levanta dúvidas sobre a velocidade da transição energética chinesa, especialmente diante do peso da indústria e do carvão na matriz energética do país.

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