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Israel lançou nesta sexta-feira uma nova ofensiva de bombardeios contra alvos no Irã e no Líbano, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Durante a madrugada, explosões iluminaram o céu de Teerã e diversos prédios foram atingidos, deixando áreas da capital iraniana em chamas, segundo relatos e imagens divulgadas após os ataques.

No Líbano, os mísseis israelenses tiveram como alvo posições ligadas ao grupo islâmico Hezbollah, aliado do Irã. Em Beirute, a ofensiva foi precedida por uma ordem de evacuação emitida pelas forças israelenses, o que provocou pânico entre moradores da capital libanesa. Autoridades locais registraram mortos e feridos após novos ataques, que fazem parte da ampliação das operações militares contra aliados iranianos na região.

O conflito ocorre em meio a um momento de forte instabilidade política no Irã. O país se prepara para escolher um novo líder supremo após a morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida durante a primeira onda de ataques realizada por Israel e pelos Estados Unidos no fim de fevereiro. A sucessão está sendo conduzida pela Assembleia dos Peritos, responsável por definir o comando religioso e político do regime iraniano.

A situação ganhou ainda mais repercussão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar publicamente que pretende ter influência na escolha do novo líder iraniano. O líder norte-americano declarou que o fim da guerra dependeria da “rendição incondicional” do Irã e sugeriu que um novo governo poderia ser apoiado por Washington e aliados.

Enquanto a tensão cresce na região, brasileiros que estão a bordo do cruzeiro MSC Euribia, ancorado no porto de Dubai, relataram preocupação com a falta de orientação das autoridades brasileiras diante da escalada militar. Segundo passageiros, mais de 200 brasileiros permanecem na embarcação sem definição sobre uma possível retirada ou repatriação.

De acordo com relatos, representantes do consulado brasileiro chegaram a visitar o navio, mas não apresentaram soluções concretas para a saída dos turistas da região. Passageiros afirmam que a situação gerou insegurança, já que o conflito entre Israel, Irã e grupos aliados ameaça se espalhar por outras áreas do Oriente Médio e já provoca impactos na aviação e no transporte marítimo na região.

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