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A União Europeia apresentou uma proposta de novas regras para limitar o uso de equipamentos de fornecedores considerados de alto risco em 18 setores críticos da economia, entre eles redes móveis, energia, abastecimento de água, veículos conectados e dispositivos médicos. A iniciativa, embora não cite empresas diretamente, é interpretada como direcionada a companhias como a chinesa Huawei, alvo recorrente de preocupações de segurança por parte de governos europeus.

De acordo com o texto, as operadoras e empresas afetadas terão um prazo de até 36 meses para retirar componentes desses fornecedores, contado a partir da publicação oficial da lista que definirá quais companhias serão classificadas como de alto risco. O objetivo, segundo a Comissão Europeia, é reduzir vulnerabilidades e reforçar a segurança cibernética em infraestruturas consideradas essenciais.

A Comissão afirma ainda que o pacote busca proteger cadeias estratégicas e garantir maior autonomia tecnológica ao bloco, em um contexto de crescentes tensões geopolíticas e de preocupações com espionagem, interrupções de serviços e dependência excessiva de fornecedores externos.

A proposta, no entanto, provocou reação imediata da China. Autoridades chinesas classificaram a iniciativa como “protecionismo puro e simples”, argumentando que a medida discrimina empresas do país e prejudica a concorrência global. Pequim também afirmou que poderá adotar contramedidas caso seus interesses sejam afetados.

O debate sobre segurança, soberania digital e comércio internacional deve se intensificar nos próximos meses, à medida que os países-membros da União Europeia discutem a implementação das novas regras e seus impactos econômicos e diplomáticos.

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