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“Eu não senti medo”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar a tentativa de atentado ocorrida durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado na noite de sábado no Washington Hilton. Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, o presidente reconheceu que permaneceu no local por curiosidade, mesmo diante da ação do atirador.

O incidente ocorreu enquanto cerca de dois mil convidados participavam do evento. Um homem identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, tentou entrar armado com uma pistola e uma espingarda. Ele foi interceptado na antessala, onde trocou tiros com agentes de segurança antes de ser dominado e preso.

Trump afirmou que pretende remarcar o jantar com jornalistas, destacando que não quer que “um louco” se sinta bem-sucedido com o ataque. A entrevista, no entanto, terminou em clima de tensão após a jornalista Norah O’Donnell ler trechos de mensagens atribuídas ao suspeito, nas quais o governo era descrito com termos ofensivos. Irritado, o presidente rebateu as acusações e criticou a condução da entrevista.

As investigações agora se concentram no manifesto enviado por Allen a familiares antes do ataque. Segundo o procurador-geral interino Todd Blanche, em declaração à NBC, o suspeito se autodenominava “assassino federal amigável” e listava possíveis alvos dentro do governo. O documento também apontava falhas na segurança do hotel, alegando que conseguiu entrar armado sem ser devidamente verificado.

Relatos de jornalistas presentes reforçam essa versão. A correspondente da TV Globo, Raquel Krahenbuhl, afirmou que a checagem de segurança foi limitada até a antessala. Segundo ela, o tiroteio começou no momento em que o jantar era servido, gerando pânico e uma rápida evacuação de autoridades. Entre os presentes estava o chefe do FBI, Kash Patel, que precisou se abrigar durante o incidente.

O evento, que contou pela primeira vez com a presença de Trump, previa ainda uma apresentação de um mentalista, interrompida devido à ocorrência.

A repercussão internacional foi imediata. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou solidariedade às vítimas e repudiou o ataque. Em nota publicada nas redes sociais, afirmou que a violência política representa uma ameaça aos valores democráticos.

Vídeo mostra marcas de tiros na van usada pelo cantor Anderson Neiff durante ataque

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