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Chamadas mudas viram ameaça: criminosos usam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes

Se antes as chamadas silenciosas eram apenas incômodas, agora elas representam um risco real à segurança digital. Segundo alerta da Polícia Civil de São Paulo, criminosos estão utilizando inteligência artificial para clonar a voz de vítimas que atendem esse tipo de ligação. Com apenas alguns segundos de gravação, os golpistas conseguem simular com alta precisão a voz de uma pessoa e utilizá-la em fraudes por engenharia social.

O golpe funciona de forma simples e sorrateira: o criminoso liga para a vítima e permanece em silêncio, esperando que ela diga algo — mesmo um simples “alô” já pode ser suficiente. O áudio é então capturado e processado por ferramentas de IA generativa, que criam modelos de voz capazes de reproduzir frases completas com a entonação e o timbre originais. A simulação pode ser usada para enganar familiares, bancos, empresas ou até mesmo assistentes virtuais.

De acordo com os investigadores, a clonagem pode ser feita com menos de 10 segundos de áudio. Essa prática se soma a uma nova geração de golpes digitais cada vez mais sofisticados, onde vídeos, vozes e rostos falsificados por IA colocam em risco a identidade e a privacidade de qualquer cidadão.

Como se proteger:

Especialistas em segurança cibernética recomendam algumas medidas preventivas:

  • Evite atender chamadas silenciosas ou de números desconhecidos;

  • Ative filtros de chamadas em seu celular, disponíveis em diversos aplicativos e sistemas operacionais;

  • Restrinja o compartilhamento público de áudios e vídeos em redes sociais, especialmente se contiverem sua voz;

  • Desconfie de pedidos urgentes ou fora do padrão feitos por áudio, mesmo que pareçam vir de pessoas conhecidas.

Além disso, bancos e empresas têm reforçado orientações para não realizar confirmações sensíveis por voz sem autenticação adicional.

Com o avanço da IA, a voz já não é mais uma prova confiável de identidade. O alerta das autoridades reforça a necessidade de maior vigilância digital por parte dos usuários — e de regulação mais robusta sobre o uso de tecnologias de clonagem de voz.

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