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CompartilheCompartilhe 0 Especialista detalha valores e critérios necessários para os animais. Valores podem impressionar Crédito: Web Que o pet é o melhor amigo do homem, todo mundo sabe, mas os amigos de quatro patas precisam muitas vezes de cuidados que vão além da ração, do passeio e do carinho. Em alguns casos gatos e cachorros podem precisar passar por um processo de transfusão de sangue, tema pouco conhecido. Com poucas opções gratuitas do serviço em Salvador, fazer uma transfusão em um animal pode custar caro. “Não existe um ‘SUS veterinário’ que contemple bolsas de sangue. A maioria dos bancos é privada e envolve custos com exames e equipamentos qualificados”, explica a médica veterinária e especialista clínica de cães e gatos Letícia Dorea. Segundo a especialista, o valor de uma bolsa pode variar entre R$ 800 e R$ 1,5 mil, sem contar exames de acompanhamento e internação. “Hoje, temos uma grande falta de bolsas no mercado e animais morrem por falta de sangue. Deixamos o apelo para que os responsáveis levem seus animais para doar, principalmente os felinos”, alerta a veterinária. A indicação para o procedimento ocorre em quadros de anemias graves, hemorragias e doenças renais específicas. No entanto, a segurança do receptor depende de testes rigorosos. “Para cães, usamos o sistema DEA [sigla em inglês para Antígeno Eritrocitário Canino]. Já nos gatos, as tipagens A, B e AB devem ser testadas obrigatoriamente sempre. Antes da transfusão, é indicado realizar o teste de compatibilidade para evitar reações graves como choque, sobrecarga e reação hemolítica”, detalha Dorea. Para ser um doador, o pet precisa preencher requisitos de saúde e porte físico. “Cães devem ter mais de 25 kg, idade entre um e oito anos e testes negativos para doenças infecciosas. Para os gatos, o peso mínimo é de 4 kg a 5 kg, sendo obrigatório o resultado negativo para FIV [sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Felina] e FeLV [sigla em inglês para Vírus da Leucemia Felina]”, explica a médica. Além da saúde em dia, a especialista reforça que “os animais precisam ser dóceis e não podem ser obesos”. O cadastro de doadores é realizado diretamente nos bancos de sangue veterinários. O gesto é fundamental para salvar pets em situações de emergência e cirurgias complexas que, sem o insumo, não possuem alternativa de tratamento. Fonte: Nauan Sacramento
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