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Mesmo após atrair três governadores de oposição para o seu quadro partidário como potenciais pré-candidatos à Presidência da República, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a legenda não pretende adotar uma postura de confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição. Com três ministérios ocupados na Esplanada dos Ministérios, Kassab destacou que os integrantes do partido no Executivo federal terão liberdade para permanecer no governo.

Segundo o dirigente, o projeto presidencial do PSD aposta em um perfil moderado, distante de posições consideradas radicais, tanto à esquerda quanto à direita. Nesta semana, Kassab anunciou a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido, que passa a integrar um grupo já formado pelos governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Junior, do Paraná.

Na avaliação de Kassab, uma candidatura unificada do PSD pode alcançar cerca de 20% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. O principal fator que poderia inviabilizar os planos do partido, segundo ele, seria uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Caso Tarcísio opte pela reeleição no estado, Kassab afirmou que consideraria “um privilégio” disputar o cargo de vice-governador ao seu lado.

Ratinho Junior afirmou que o PSD deve definir o nome de seu candidato à Presidência em meados de abril. De acordo com o governador paranaense, a decisão será tomada por um conselho interno da legenda, de forma consensual e sem disputa interna. A definição deve ocorrer após o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril, quando governadores interessados em concorrer ao Planalto precisarão deixar seus cargos.

Já Ronaldo Caiado revelou que a decisão de deixar o União Brasil e se filiar ao PSD ocorreu após conversas com o núcleo político do bolsonarismo, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também apontado como pré-candidato à Presidência. Nos encontros, Caiado relatou insatisfação com a falta de garantias do União Brasil para viabilizar um projeto nacional e ouviu a defesa de uma estratégia eleitoral que contemple mais de uma candidatura da direita no primeiro turno de 2026.

Para analistas políticos, a movimentação do PSD altera o cenário da disputa presidencial. O jornalista Pedro Doria avaliou que a entrada de Ronaldo Caiado no partido muda de forma significativa o jogo eleitoral, indicando uma fragmentação do campo da direita e uma disputa direta com o bolsonarismo. Já a jornalista Julia Duailibi afirmou que, apesar das negativas de Kassab, a filiação de Caiado abre caminho para que Ratinho Junior se consolide como o principal nome do PSD para a corrida presidencial.

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