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CompartilheCompartilhe 0 Petrobras inicia perfuração na Foz do Amazonas logo após liberação do Ibama, sob críticas de ambientalistas Menos de 24 horas após receber autorização do Ibama, a Petrobras deu início, nesta terça-feira (22), às perfurações exploratórias por petróleo na Foz do Amazonas, uma região considerada ambientalmente sensível e estratégica. A estatal informou ao órgão ambiental, por meio de ofício, que os trabalhos de prospecção no bloco 59, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá, já começaram. Segundo fontes ligadas ao processo, a sonda de perfuração já estava posicionada desde agosto, realizando simulações de emergência exigidas pelo licenciamento ambiental. A movimentação indica que a empresa estava pronta para agir imediatamente após o sinal verde oficial. Licença ambiental sob condicionantes e críticas A permissão concedida pelo Ibama está condicionada ao cumprimento de 34 exigências técnicas, entre elas a apresentação de um relatório anual com nova modelagem de dispersão de petróleo no mar, que simula o comportamento do óleo em caso de vazamentos. Essa nova modelagem, segundo o órgão, deve ser usada para avaliar se os dados atualizados se mantêm consistentes com os estudos já apresentados durante o processo de licenciamento. Em nota, o Ibama afirmou que as modelagens anteriores foram validadas, e que a exigência da nova versão é apenas para garantir a aderência dos dados atualizados aos critérios técnicos aprovados. No entanto, ambientalistas criticam a liberação da licença sem que essa nova modelagem tenha sido entregue previamente. Para os grupos de defesa ambiental, a antecipação da perfuração representa risco à biodiversidade marinha e aos ecossistemas da chamada “Amazônia Azul”, além de um precedente perigoso em termos de governança climática. Repercussão nas redes: maioria neutra, mas críticas crescem A autorização gerou forte repercussão pública nas redes sociais. Segundo levantamento da Quaest, entre mais de 20 mil menções online, 63% foram neutras ou informativas, enquanto 27% tiveram tom negativo e 10% positivo. As reações negativas vieram principalmente de ambientalistas, ativistas climáticos e figuras públicas ligadas à pauta ambiental, que consideram a decisão incoerente com os compromissos climáticos do governo brasileiro. Contexto e controvérsias O bloco 59, onde a Petrobras iniciou a perfuração, está localizado em uma área que, embora ainda não tenha sido declarada oficialmente como sensível pelo governo, abriga corais, manguezais e rica biodiversidade marinha, o que torna a região de extrema importância ecológica. A exploração petrolífera na região é alvo de debate interno no governo, com divergências entre alas desenvolvimentistas e ambientalistas. Nos bastidores, o caso também tem implicações geopolíticas e econômicas. A Foz do Amazonas é considerada uma fronteira de alto potencial energético, e o início das operações pode ter impactos estratégicos tanto para a balança comercial quanto para a segurança energética do país.
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