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CompartilheCompartilhe 0 Enquanto imagens de palestinos famintos circulam pelo mundo e aumentam a comoção internacional, duas das mais respeitadas organizações de direitos humanos de Israel acusaram formalmente o governo do país de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza. Em relatórios divulgados nesta segunda-feira, a B’Tselem e a Physicians for Human Rights denunciaram que civis palestinos estão sendo mortos deliberadamente pelas forças israelenses, apenas por sua identidade nacional. As organizações afirmam que a situação humanitária em Gaza ultrapassou qualquer limite admissível e responsabilizam diretamente o governo de Benjamin Netanyahu pela matança e pela fome generalizada no enclave. Os documentos também apelam aos aliados ocidentais de Israel para que interrompam o que classificam como “matança indiscriminada”. “A responsabilidade moral e legal do Ocidente é clara: impedir um genocídio em andamento”, afirma um dos trechos do relatório da B’Tselem, que há décadas monitora as violações de direitos humanos nos territórios palestinos ocupados. Em meio à crescente pressão internacional, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu voltou a negar que exista fome em Gaza, atribuindo a escassez de alimentos ao controle do Hamas sobre a distribuição de suprimentos. “Não há fome. O Hamas é quem impede a ajuda de chegar à população”, declarou Netanyahu em coletiva. A declaração, no entanto, foi contradita por seu maior aliado internacional. O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira, que, na sua avaliação, “as crianças parecem famintas” em Gaza. Trump prometeu ainda que os EUA vão estabelecer centros de distribuição de alimentos no território palestino, uma medida que, se concretizada, marcaria um raro distanciamento em relação à retórica de Netanyahu. As denúncias das entidades israelenses e a reação internacional refletem o crescente isolamento do governo israelense frente à crise humanitária em Gaza, que já levou à morte de milhares de civis e mergulhou o enclave em uma situação de colapso total. As próximas semanas prometem ser decisivas para definir a postura da comunidade internacional diante de um conflito que se agrava a cada dia.
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