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O cruzamento de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro com extratos financeiros pode comprovar transações entre o empresário e o resort de luxo Tayayá, empreendimento que teve como sócio o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o fundo de investimentos Arleen, utilizado por Vorcaro — dono do Banco Master — para adquirir parte da participação do ministro no grupo Tayayá, teria movimentado R$ 35 milhões.

Em mensagens de agosto de 2024, Vorcaro encaminhou ao cunhado, o pastor Fabiano Zettel, cobranças relacionadas a pagamentos. “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”, escreveu. Zettel respondeu: “No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele”. Em seguida, acrescentou: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

As conversas integram relatório que está sob análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável por avaliar eventuais desdobramentos jurídicos do caso.

Em nota divulgada anteriormente, Toffoli negou ter recebido pagamentos de Vorcaro. No último sábado, a equipe do ministro afirmou que a única operação realizada entre a empresa Maridt e o fundo Arleen foi a venda de parte da participação no grupo Tayayá, ocorrida em setembro de 2021.

O material reunido pela Polícia Federal deverá embasar a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso, que envolve possíveis transações financeiras e a relação entre o banqueiro e o empreendimento do qual o ministro já foi sócio.

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