0

Vencedora do Prêmio Nobel da Paz e uma das mais proeminentes ativistas de direitos civis do Irã, Narges Mohammadi foi condenada pela segunda vez pelas autoridades iranianas, em mais um episódio que reforça a repressão contra defensores de direitos humanos no país. A nova sentença, de sete anos e meio de prisão, foi aplicada sob as acusações de “reunião e conluio contra a segurança nacional” e “propaganda contra o regime da República Islâmica”, elevando o total das penas impostas à ativista para 17 anos.

A condenação ocorre após Mohammadi encerrar, na véspera, uma greve de fome de seis dias, iniciada em protesto contra sua detenção e as condições impostas pelo sistema prisional iraniano. A mobilização chamou a atenção de organizações internacionais e reacendeu críticas à postura do governo do Irã em relação à liberdade de expressão e à atuação de opositores políticos.

Ao longo da última década, Narges Mohammadi foi presa repetidamente em razão de sua atuação em campanhas contra a pena de morte, contra as leis que tornam obrigatório o uso do hijab para mulheres e contra a prática do confinamento solitário no sistema prisional iraniano. Mesmo sob constantes detenções e restrições, a ativista manteve sua atuação pública, tornando-se um dos principais símbolos da resistência civil no país.

A ampliação da pena imposta à Nobel da Paz é vista por analistas e entidades de direitos humanos como um sinal de endurecimento do regime diante da pressão interna e internacional por reformas, especialmente após protestos liderados por mulheres e jovens nos últimos anos.

Crise política no Reino Unido e novos relatos reacendem caso Jeffrey Epstein

Artigo anterior

Governo Trump aposta em retomada econômica para impulsionar republicanos nas eleições de novembro

Próximo artigo

Você pode gostar

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais sobre Notícias