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CompartilheCompartilhe 0 A política britânica entrou em mais um capítulo de turbulência neste domingo com a renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer. A saída ocorreu após forte pressão política e midiática relacionada ao papel de McSweeney na nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. Mandelson é citado como amigo de Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais, o que provocou forte reação pública e questionamentos éticos ao governo. Em comunicado, McSweeney reconheceu o erro e assumiu a responsabilidade pela decisão. “A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Quando questionado, aconselhei o primeiro-ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho”, afirmou. McSweeney, que foi apadrinhado politicamente por Mandelson, tornou-se o principal alvo das críticas durante os dias de instabilidade que antecederam sua renúncia, ampliando o desgaste do governo trabalhista liderado por Starmer. O episódio ocorre em meio à retomada de debates internacionais sobre o caso Jeffrey Epstein, cujas ramificações seguem produzindo impactos políticos e judiciais anos após sua morte. A ligação de figuras públicas ao financista volta a gerar pressão por transparência e revisão de decisões institucionais, especialmente em cargos de alta representatividade diplomática. Nesse contexto, novos relatos de vítimas reforçam a dimensão humana do caso. Em entrevista, a brasileira Marina Lacerda, sobrevivente dos abusos cometidos por Epstein, afirmou que decidiu tornar pública sua história não apenas por razões judiciais, mas sobretudo por sua filha. “Meus advogados me disseram que, se eu contasse a minha história, poderia ajudar na liberação dos arquivos pela Justiça americana. Mas a minha motivação maior foi minha filha. Ela tem 12 anos e está a um ou dois anos da idade que eu tinha quando fui abusada por Epstein. Não quero que ela nem nenhuma outra menina passe pelo que passei”, declarou. O depoimento reacende o apelo por responsabilização e acesso aos documentos ainda sob sigilo nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que evidencia como o legado do caso Epstein continua a influenciar decisões políticas, debates públicos e a luta de sobreviventes por justiça e proteção às futuras gerações.
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