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CompartilheCompartilhe 0 Enquanto a polêmica sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ainda ecoa nos corredores de Brasília, o governo se prepara para uma semana de votações estratégicas no Congresso que podem definir os rumos da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na pauta da Câmara dos Deputados, duas propostas centrais para o Palácio do Planalto: a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Ambas as medidas são vistas como essenciais para recuperar a popularidade de Lula, especialmente entre os trabalhadores da classe média e setores ligados à segurança. No entanto, o clima entre o Executivo e o Congresso segue instável após o revés na tentativa de aumentar o IOF, o que resultou em perda estimada de R$ 12 bilhões em arrecadação para 2025. Diante da resistência política, Lula decidiu buscar uma reaproximação com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O movimento é uma tentativa de desarmar tensões e garantir apoio mínimo para a aprovação dos projetos que o governo considera prioritários. Por outro lado, Lula também optou por não comprar uma briga desnecessária com o Congresso: o presidente já sinalizou que não pretende sancionar o projeto que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. A estratégia é clara — deixar que o desgaste político recaia exclusivamente sobre os parlamentares. O governo vê com cautela o avanço da PEC da Segurança, que pode ganhar contornos de armadilha política se for usada pela oposição como palco para discursos punitivistas ou críticas ao STF. Já a isenção do IR até R$ 5 mil é considerada popular, mas tem impacto direto nas contas públicas e exige compensações fiscais. Para aliados do Planalto, o sucesso ou fracasso dessa agenda no Congresso pode definir o tom político do segundo semestre, especialmente em meio às pressões da base aliada, às tensões com o centrão e à necessidade de entregar resultados econômicos concretos à população.
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