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O conservador Friedrich Merz, líder da União Democrata-Cristã (CDU), foi eleito chanceler da Alemanha nesta terça-feira (7), após uma segunda rodada de votação no Parlamento. A vitória, que ocorreu com 325 votos favoráveis, foi recebida com aplausos de parlamentares de diferentes espectros ideológicos, mas não apagou o constrangimento da primeira votação fracassada, um episódio raro na história recente do país.

Na rodada inicial, Merz não conseguiu alcançar os 316 votos mínimos necessários para ser confirmado no cargo, apesar de sua coalizão com os social-democratas (SPD) teoricamente somar 328 cadeiras. Esse revés — inédito desde o fim da Segunda Guerra Mundial — levantou questionamentos sobre a coesão da aliança governista e a estabilidade do novo governo.

A segunda votação foi convocada rapidamente diante da repercussão negativa tanto na Alemanha quanto no exterior. O resultado de 325 votos a favor indicou apoio suficiente para sua posse, mas revelou fissuras dentro da própria base. A eleição de Merz ocorre em um momento delicado: a economia do país dá sinais de estagnação, a relação com os Estados Unidos se deteriora, e a extrema direita da AfD (Alternativa para a Alemanha), hoje segunda força no Parlamento, amplia sua influência.

Analistas políticos apontam que o episódio enfraquece a autoridade inicial de Merz e evidencia os desafios que enfrentará para governar com uma base fragilizada e sob pressão internacional e interna. Além disso, o fortalecimento da AfD sinaliza um deslocamento do eleitorado alemão para posições mais radicais, o que deve dificultar ainda mais o avanço de pautas centristas ou moderadas.

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