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Os planos dos Estados Unidos de ampliar a exploração do petróleo venezuelano podem ter um impacto significativo sobre o clima global. Uma análise da ClimatePartner, empresa especializada em contabilização de carbono, feita para o jornal britânico The Guardian, aponta que essa estratégia consumiria cerca de 13% de todo o orçamento de carbono restante até 2050, limite considerado crítico para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.

O estudo considera um cenário de aumento gradual da produção, com acréscimo de meio milhão de barris de petróleo por dia até 2028 e crescimento posterior para 1,58 milhão de barris diários entre 2035 e 2050. Mesmo assim, os números projetados permanecem bem abaixo do pico histórico da Venezuela, que chegou a produzir cerca de 3,5 milhões de barris por dia durante a década de 1990.

Apesar do volume relativamente menor, o petróleo venezuelano é apontado como um dos mais poluentes do mundo. Sua composição é extremamente densa e apresenta alto teor de enxofre, o que exige processos de extração e refino muito mais intensivos em energia quando comparados aos utilizados em outros países produtores. Esse fator eleva de forma significativa as emissões de gases de efeito estufa associadas à atividade.

Especialistas alertam que, ao apostar na expansão desse tipo de produção, os Estados Unidos e seus parceiros correm o risco de comprometer metas climáticas globais e reduzir drasticamente a margem de manobra para outros países no esforço de conter o aquecimento do planeta. O relatório reforça o debate sobre a contradição entre políticas energéticas baseadas em combustíveis fósseis e os compromissos internacionais assumidos para enfrentar a crise climática.

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