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Os primeiros Homo sapiens não surgiram a partir de uma única população ancestral isolada, mas sim de diferentes grupos espalhados pelo continente africano que mantiveram trocas genéticas ao longo de centenas de milhares de anos. A conclusão é de um estudo divulgado pela Science Daily, baseado na análise de DNA de populações africanas atuais em comparação com evidências fósseis de grupos humanos primitivos.

A pesquisa reforça a ideia de uma origem mais complexa da espécie humana, marcada por interações contínuas entre populações diversas, em vez de um único ponto de surgimento. Esse modelo, conhecido como evolução em rede, desafia teorias anteriores que apontavam para uma origem mais linear e isolada.

Um dos destaques do estudo foi o sequenciamento de 44 novos genomas do povo Nama, reconhecido por sua elevada diversidade genética. Essa riqueza permitiu aos cientistas identificar traços ancestrais importantes e reconstruir conexões entre diferentes grupos humanos ao longo do tempo.

Ao cruzar dados genéticos com registros fósseis, os pesquisadores conseguiram mapear padrões de migração e mistura populacional, indicando que a formação do Homo sapiens foi um processo gradual e distribuído geograficamente.

As descobertas ampliam a compreensão sobre as origens da humanidade e destacam o papel central da África como um mosaico de populações interconectadas, cuja diversidade genética foi fundamental para a evolução da espécie.

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