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Os Estados Unidos lançaram, na madrugada desta quarta-feira, uma série de ataques contra bases de mísseis do Irã próximas ao Estreito de Ormuz, em uma tentativa de reabrir o tráfego marítimo na região. Considerada uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, a passagem foi bloqueada por Teerã em resposta à ofensiva americana e israelense, provocando alta nos preços do produto no mercado internacional.

De acordo com fontes americanas, foram utilizadas bombas de grande poder de destruição, projetadas para atingir instalações subterrâneas, indicando que os mísseis iranianos estariam armazenados em bunkers.

A escalada ocorre após o governo iraniano confirmar a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e uma das principais figuras do regime. Segundo Teerã, ele foi morto em um ataque atribuído a Israel, ao lado de familiares e integrantes de sua equipe. O governo israelense declarou que Larijani foi “eliminado”, enquanto autoridades iranianas afirmaram que ele foi “martirizado”, o que pode fortalecer alas mais radicais dentro do país.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Tel Aviv e outras cidades israelenses. As Forças Armadas de Israel informaram que a maioria dos projéteis foi interceptada pelos sistemas de defesa, mas duas pessoas morreram, possivelmente atingidas por destroços.

Israel também intensificou suas ações ofensivas, bombardeando a sede do Ministério de Inteligência iraniano, embora ainda não haja confirmação sobre vítimas entre autoridades. Paralelamente, o país ampliou sua operação terrestre no sul do Líbano, visando expandir a zona de segurança na fronteira diante dos ataques contínuos do Hezbollah. Na capital Beirute, bombardeios atingiram áreas de Dahieh, reduto do grupo, após ordens de evacuação emitidas por Israel.

No cenário político americano, o presidente Donald Trump enfrenta repercussões internas. Joe Kent, responsável por políticas de contraterrorismo, pediu demissão do cargo após criticar a ofensiva contra o Irã. Em carta, afirmou não considerar o país uma ameaça iminente e atribuiu a escalada à influência israelense na política externa dos EUA. Trata-se da primeira saída de alto escalão diretamente ligada ao conflito, evidenciando divisões dentro da base republicana.

Enquanto isso, líderes israelenses têm incentivado protestos internos no Irã, mas, segundo avaliações diplomáticas americanas, autoridades iranianas acreditam que manifestações seriam duramente reprimidas. De acordo com essas análises, o regime iraniano mantém disposição para sustentar o confronto, indicando um cenário de prolongamento e intensificação da crise na região.

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