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E-mails enviados em 2019 pelo financista Jeffrey Epstein, morto na prisão no mesmo ano após ser condenado por crimes de abuso e exploração sexual, voltaram a gerar turbulência política nos Estados Unidos. As mensagens, divulgadas nesta quarta-feira (13) por parlamentares democratas, mencionam diretamente o então presidente Donald Trump, afirmando que ele “sabia das garotas” e “passou horas” na casa de uma das vítimas.

A revelação provocou nova onda de críticas à Casa Branca, que reagiu com veemência. Em comunicado, o governo norte-americano classificou a divulgação como resultado de “vazamentos seletivos” e acusou a oposição de usar documentos antigos para “difamar o presidente” e desviar o foco de questões econômicas e orçamentárias.

Apesar da controvérsia, Trump teve um dia de vitória política ao assinar o decreto de financiamento do governo federal, aprovado pelo Congresso, encerrando oficialmente a mais longa paralisação já registrada nas atividades do Executivo norte-americano. O impasse orçamentário havia deixado milhares de servidores sem salário e comprometido serviços públicos essenciais por semanas.

Os e-mails de Epstein, cuja autenticidade está sendo analisada por investigadores independentes, reacendem um tema sensível para o ex-presidente republicano, que já foi associado ao financista em registros de eventos sociais nas décadas de 1990 e 2000. Trump sempre negou qualquer envolvimento com os crimes de Epstein e afirma ter cortado relações com ele “há muitos anos”.

A divulgação ocorre em um momento em que Trump tenta consolidar sua base política para as eleições de 2026, ao mesmo tempo em que enfrenta múltiplos processos judiciais e questionamentos éticos que ameaçam sua imagem pública e seu futuro político.

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