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Documentos internos da Meta revelam que a companhia já monitorava, desde 2019, o uso compulsivo de suas redes sociais no Brasil e nos Estados Unidos, reconhecendo impactos negativos no bem-estar dos usuários.

Os registros vieram à tona em meio à recente condenação da empresa e da plataforma YouTube por danos à saúde mental de adolescentes. Segundo as informações, os documentos foram considerados peças-chave no processo judicial concluído no mês passado.

E-mails datados de 2016 indicam que o CEO Mark Zuckerberg definiu como prioridade estratégica o crescimento entre o público jovem. As mensagens apontam que mudanças em algoritmos foram orientadas para aumentar o engajamento dessa faixa etária, com potencial de estimular comportamentos compulsivos.

O relatório interno associa o uso problemático das plataformas a efeitos como distúrbios do sono e queda de produtividade. A empresa também adota uma definição específica de compulsão digital, baseada não apenas no tempo total de uso, mas principalmente na frequência elevada de acessos diários às redes.

A revelação amplia o debate global sobre a responsabilidade das big techs no impacto à saúde mental, especialmente entre adolescentes, e pode intensificar pressões por regulação mais rigorosa do setor.

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