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Pela primeira vez na história, cientistas conseguiram registrar em tempo real o rompimento ativo de uma placa tectônica, um fenômeno até então apenas inferido por modelos teóricos. A descoberta ocorreu na costa da Ilha de Vancouver, no Canadá, e foi detalhada em um estudo publicado na revista Science Advances.

As imagens inéditas revelam que as placas Juan de Fuca e Explorer estão se fragmentando sob a placa norte-americana, na chamada zona de subducção de Cascadia, uma das regiões geológicas mais complexas e monitoradas do planeta.

Para observar o processo, os pesquisadores utilizaram o método de reflexão sísmica, uma técnica comparável a um “ultrassom” da crosta terrestre. O procedimento permitiu mapear falhas, fendas e deslocamentos com dezenas de quilômetros de extensão, evidências de que a ruptura tectônica vem ocorrendo há cerca de 4 milhões de anos.

Segundo os autores do estudo, o achado ajuda a compreender melhor como as placas oceânicas envelhecem, enfraquecem e se fragmentam, fenômeno que pode influenciar a frequência e a intensidade de terremotos e tsunamis na costa do Pacífico Norte.

A zona de Cascadia é considerada uma das áreas de maior risco sísmico do planeta, capaz de gerar terremotos superiores a magnitude 9. Com a descoberta, os cientistas esperam aprimorar modelos de previsão de abalos e entender os mecanismos que governam a dinâmica interna do planeta.

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