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O primeiro dia do cessar-fogo na Faixa de Gaza foi marcado por uma mistura explosiva de tensão, violência e imprevisibilidade, levantando sérias dúvidas sobre a durabilidade do acordo firmado entre Israel e o Hamas, com mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Logo nas primeiras horas desta terça-feira, Israel anunciou a redução do envio de ajuda humanitária ao território palestino enquanto o Hamas não entregar os restos mortais de reféns israelenses mortos em Gaza nos últimos dois anos. O grupo palestino, por sua vez, afirmou anteriormente que não sabe a localização exata de todos os corpos.

No fim do dia, quatro corpos foram entregues a Israel, mas outros 20 continuam em território palestino, segundo autoridades israelenses. A questão dos reféns — vivos e mortos — permanece como um dos principais entraves para a consolidação do cessar-fogo.

Ao mesmo tempo, o Hamas demonstrou manter forte controle sobre o enclave, mesmo após meses de confrontos com as forças israelenses. De acordo com fontes locais, homens armados ligados ao grupo teriam executado 30 pessoas acusadas de colaborar com Israel, reacendendo o clima de medo e desconfiança entre os moradores.

Em Washington, o presidente Donald Trump reagiu com tom agressivo, afirmando que poderá recorrer à força militar para desarmar o Hamas, caso o grupo descumpra o acordo firmado. A declaração elevou ainda mais a tensão diplomática em torno do frágil pacto.

Enquanto as lideranças trocam acusações e ameaças, milhares de palestinos retornaram às suas casas — ou ao que restou delas após intensos bombardeios e confrontos armados. O cenário de destruição é visível em várias partes de Gaza, mas muitos insistem em reconstruir suas vidas em meio aos escombros, confiando que a trégua possa, enfim, evoluir para um processo de paz mais duradouro.

Apesar do cessar-fogo estar em vigor, o futuro do acordo ainda é incerto, e a comunidade internacional acompanha com cautela os desdobramentos, temendo um possível retorno às hostilidades caso as exigências mútuas entre Israel e Hamas não sejam cumpridas.

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